Futsal Wilwerwiltz – Foto: Facebook / Futsal Wilwerwiltz

 

O presidente do Futsal Wilwerwiltz diz que a sua equipa “está a ser injustiçada” e pede uma intervenção da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF).

Em causa está a decisão do sindicato intercomunal Scholkauz que proibiu a equipa de utilizar o pavilhão [Centro Escolar e Desportivo de Wilwerwiltz] onde habitualmente jogava e a deliberação do FC Kiispelt Wilwerwiltz de banir a modalidade nas suas instalações.

“É uma injustiça o que estão a fazer connosco, na semana em que garantimos a subida à Divisão 1 do futsal luxemburguês. Não me conformo. Depois de uma época em que os jogadores e todo o staff deram tudo para garantir o objectivo da subida de divisão somos tratados assim”, disse, ao LUX24, Paulo Brandão, Presidente do Futsal Wilwerwiltz.

A decisão polémica e no mínimo contestável foi divulgada hoje e surge na sequência das agressões ao árbitro e cenas de pancadaria durante o dérbi Wilwerwiltz – Wiltz, da Divisão 2, disputado no passado mês de janeiro.

“Se o comité [de futebol de 11] do clube nos tivessem penalizado com esta decisão na altura dos incidentes, pelos quais nem fomos culpados, eu ainda aceitaria. Mas, já passaram três jornadas. E surgir logo que garantimos a subida de divisão é, no mínimo, estranho e não consigo compreender. Estão a cortar as pernas aos nossos miúdos”, lamentou Paulo Brandão.

Ao que o LUX24 apurou, a FLF não foi notificada de qualquer decisão, nem por parte do sindicato intercomunal Scholkauz ou do FC Kiispelt Wilwerwiltz.

“Vamos esperar para ver o que acontece. Espero que a FLF intervenha neste caso”, exortou Paulo Brandão.

O Futsal Wilwerwiltz, disputa actualmente a Divisão 2 do campeonato luxemburguês da modalidade.

A equipa é 2° classificada do campeonato secundário, com 31 pontos, e garantiu no último fim-de-semana a subida à Divisão 1.

 

 

“Antes de garantirmos a subida ninguém nos disse nada. Agora que subimos é isto. Sinto que incomodamos muita gente”, observa o Presidente do Futsal Wilwerwiltz, que espera que o Comité do Kiischpelt Wëlwerwolz possa “mudar de opinião e reverter a sua decisão” de acabar com o futsal no clube.

 

“Decisão final e irrevogável”

 

A deliberação do sindicato intercomunal Scholkauz, que gere as instalações desportivas locais, de proibir o acesso do Futsal Wilwerwiltz ao pavilhão é uma “decisão final e irrevogável”, refere um comunicado emitido esta terça-feira (26).

“Os factos de 27 de Janeiro 2019, tendo feito uma grande manchete negativa nos media, são suscetíveis de prejudicar a boa reputação do município”, defende, por seu lado, o colégio de vereadores da comuna de Kiischpelt.

Para agravar a situação, a direção do FC Kiispelt Wilwerwiltz decidiu “banir” a modalidade das suas instalações.

“O comportamento antidesportivo de jogadores de ambas as equipes de Futsal envolvidas [Wilwerwiltz e Wiltz] podem transmitir uma imagem negativa do futebol, em geral, e do FC Kiischpelt Wëlwerwolz, em particular, e principalmente os jogadores do FC Kiischpelt Wëlwerwolz sentem as repercussões”, justificou o clube.

A polémica decisão surge após as punições da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF) na sequência das agressões ao árbitro Luís Letra e às cenas de pancadaria no jogo Wilwerwiltz-Wiltz.

A decisão caiu que nem uma bomba no seio da equipa de futsal do Wilwerwiltz.

“Quando um comité [futebol 11], que não faz nada para o desenvolvimento da modalidade, quando nos corta treinos, quando se lembra de cortar as pernas a miúdos que subiram por mérito próprio e ainda se acham donos do jogo, nunca aparecem a um treino ou a um jogo está tudo dito. Quero dar uma palavra para os miúdos que batalharam uma época inteira por conseguir o objetivo da subida e o conseguiram com muito trabalho. Força miúdos espero ver-vos num futuro próximo a jogarem na primeira divisão lá é o vosso lugar por mérito próprio. Foi um prazer treinar estes jogadores”, disse, ao LUX24, Nuno Melo, treinador do Futsal Wilwerwiltz, que não quis tecer mais comentários, apesar de indignado com a situação.

Publicidade