Foto: Paulo Dâmaso / LUX24

 

As condições meteorológicas adversas que se fazem sentir no Luxemburgo, com temperaturas negativas e a queda de neve, levaram ao encerramento temporário de alguns estaleiros de obras.

Para proteger a saúde dos trabalhadores, muitos patrões recorrem à chamada ‘chômage intempéries’, ou seja, uma espécie de paragem forçada, que é acionada por cada patrão, para proteger os operários de trabalharem em condições de risco.

“Felizmente, o meu patrão teve o bom senso de analisar e considerar que não há condições para trabalhar no exterior, devido ao muito frio e, agora, a neve”, disse, ao LUX24, Paulo Fonseca, trabalhador da construção civil.

Sem critérios precisos definidos por lei sobre a matéria, as duas centrais sindicais do país, OGBL e LCGB, apelaram esta quarta-feira (30), ao bom senso dos patrões, devido às condições meteorológicas adversas.

“Olhar pela nossa saúde e também zelar pelos interesses da própria empresa”, sublinhou Paulo Fonseca.

Este empregado da construção civil, de 38 anos, vai para o sexto dia de ‘chômage intempéries’ este mês de janeiro.

“O único inconveniente é que se as ‘temparias’ se prolongarem muito tempo, ao fim do mês sente-se no ordenado”, lamenta o operário português.

Por lei, em caso de ‘chômage intempéries’, o patrão paga os dois primeiros dias a 100% e, a partir daí, é o Estado que assume apenas 80% do pagamento ao trabalhador.

De referir que o pagamento estatal por ‘chômage intempéries’ está limitado a 350 horas de trabalho/ ano, mas, em casos extremos de intempéries mais severas, esse limite pode ser aumentado para 500 horas /por trabalhador, sob consentimento do Conselho de Ministros.

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