Ramsés Nunes, historiador brasileiro e ativista musical.

A campanha por uma chamada “escola sem partido”, tem sido veiculada pela atual bancada que elegeu o “presidente” do Brasil.

Segundo apontam parlamentares de alinhamento neopentecostal, haveria uma tentativa das esquerdas brasileiras de tornarem as escolas espaço ideológico.

Um discurso que parece vindo dos anos 1950. Período em que fazia sentido uma espécie de bipolarização. O facto é que articulam uma tentativa de cooptação de alunos e pais contra o que chamam de “professores comunistas”.

O que está por trás do discurso eminentemente político, por uma “escola sem partido”, daí a contradição, é exatamente a efetivação de um espaço escolar fundamentado num tipo de modelo de ensino militarizado, retrógrado e de pouca simpatia pela reflexão livre.

Considerada essa última: “coisa de comunista”.

O Postulado, infelizmente, é por uma escola perversamente anti-intelectual, haja vista que pretende amordaçar alunos e educadores.

 

*Ramsés Nunes, historiador brasileiro e ativista musical, escreve às quartas no LUX24.

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