Silvina Queiroz, professora.

Bom dia, lusos. Estamos num tempo especial: o Advento. Advento, lembro, significa chegada, vinda, aproximação.

E o tempo de Advento decorre, este ano, desde domingo passado até 24 de Dezembro, véspera do Grande Dia, abrangendo os quatro domingos que antecedem o Natal.

Então o que esperamos neste tempo? A vinda dAquele que fez os Céus e a Terra e tudo o que neles há! Sou profundamente crente e atravesso esta época numa espécie de encantamento recolhido e, curiosamente, sempre novo a cada ano que passa e se repete!

Não pretendo “impingir” a minha Fé a pessoa alguma. Longe de mim pretender fazer qualquer ensaio de proselitismo. E tenho excelentes amigos entre cristãos e não cristãos.

Mesmo para estes, acredito que o período que agora vivemos seja tocante e especial. Sinto ser praticamente impossível “fugir” à magia do Natal. Não falo de compras, do lufalufa das prendas, prendinhas e prendocas, que nos roubam tanto tempo e ameaçam ofuscar a mística do momento.

Em cada Natal sou outra vez menina: deslumbrada com as luzes, os cânticos, o calor inimitável da “estação”. Lamento o consumismo desenfreado e o oportunismo de uns tantos, prontos a tirar vantagem da “moleza” de coração que a todos ataca nestes dias de sensibilidade à flor da pele.

Contudo, tal não me tolhe como não tolhe a muitos, de viver, não frenética, mas amorosamente este tempo maravilhoso.

 

 

Por todo o lado se multiplicam mágicas iniciativas de celebração da época natalícia: no vetusto castelo de Montemor-o-Velho, na icónica Óbidos, na linda Penela, com o seu Presépio, o maior do País. São apenas exemplos.

Outros não refiro por falta de espaço e não por falta de merecimento. Algumas visitas terei de fazer, é “obrigatório”!

Fiquem felizes. Vivam este tempo com paz, saúde e corações “aquecidos”. Um abraço de Advento.

 

*Silvina Queiroz, professora, escreve às quartas no LUX24.